terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

ARN: O CAVALEIRO TEMPLÁRIO (2007)

































































"Arn é um filme brilhante, o melhor dele é que a tentação de imitar outros grandes épicos fora contida, e criada aqui uma obra recheada de brilho independente". Arn - O Cavaleiro Templário (2007), no original 'Arn - Tempelriddaren', é um grande filme, topa em grandes gêneros seguros e outros sólidos. A sua construção é muito boa. É, como disse, totalmente independente da franquia americana. O longa é uma grande parceria de países baixos e potências como a Dinamarca, a Noruega, o Reino Unido e a Suécia. Todo o cenário é próprio dos países, em sua maioria, as filmagens independem de efeitos ou de uma montagem mais abrangente. A Finlândia, como sempre, é um dos destinos prediletos para grandes produções. Além de ter em sua composição a abertura de imagem (dificílimo de encontrar), uma grande variação de cenários e aquele tempo sempre insconstante que ajuda bastante na mudança de tempo e fotografia, o país faz de grandes filmes um brilho maior. Suas terras gigantescas fazem de filmagens simples uma abertura fotográfica magnífica.

Arn - O Cavaleiro Templário é uma linda adaptação do romance de Jan Guillou, igualmente roterizado de um romance, o roteiro segura bem o tempo que o filme tem. Aliás, o tempo é muito bom, alonga o diálogo ao extremo, sem torná-lo cansativo, e tem ar bastante interessante, repleto de curiosidades e esclarecimentos sobre assuntos religiosos, da sociedade da época, contradições de coragem e medo e o uso romântico da prosa que normalmente aparece em épicos de batalhas e guerras medievais que disputam ou um amor, ou um trono por amor seguido de morte, com esse tema temos o clássico filme Tróia.

Existe brendas aparências com um outro clássico do gênero Gladiador (2000), Mais as longas disparidades (que pareciam aparentes, foram corrigidas no roteiro e na direção) que existiam com Arn lançado sete anos depois, são meras coincidências que ocorrem nos melhores filmes.

O elenco é ótimo. O novato Joakim Nätterqvist (papel de Arn Magnusson, e seu único) é muito competente, honra com muita clareza a lista de atores que protagonizaram épicos úteis para a imagem do cinema. Outros novatos compõem o elenco: Sofia Helin (papel de Cecilia Algotsdotter, o romance de Arn), Anders Baasmo Christiansen e Fanny Risberg. Os conhecidos pelo público são visíveis no talento que exposta diante da tela: Stellan Skarsgård (do mais novo Anjos e Demônios), Bibi Andersson (da fantástica obra O Sétimo Selo, de 1957), Vincent Perez (do sagaz A Rainha Margot, de 1994) e Simon Callow (de Shakespeare Apaixonado, de 1998). Outrora, o elenco tão normal se faz muito bem empenhado e retarda com maestria o surto de qualquer intemperismo que exista no roteiro curto, mas rico em clareza e suavidade.

Um conto de poder, coragem e traição, este filme, ambientado na Suécia, conta a inesquecível história de amor de Arn Magnussson, jovem culto e exímio esgrimista, e Cecilia, separados pela guerra entre cristãos e muçulmanos, quando ele é enviado como cavaleiro templário para a Terra Santa. Aprendendo a sobreviver e superar o sofrimento, eles jamais perdem sua confiança um no outro, nem a certeza de que se reencontrarão. Ao retornar à sua pátria, Arn tem que lutar por seu amor e pelo que se tornou a missão de sua vida: fazer da Suécia um único reino.
  • Informações Técnicas:
Título no Brasil: Arn: O Cavaleiro Templário
Título Original: Arn - Tempelriddaren
País de Origem: Reino Unido / Suécia / Dinamarca / Noruega / Finlândia / Alemanha
Gêneros: Ação, Aventura, Drama, Épico
Classificação etária: 16 anos
Tempo de Duração: 128 minutos
Ano de Lançamento: Estúdio/Distrib.: Paramount Pictures
Direção: Peter Flinth
Elenco: Joakim Nätterqvist, Sofia Helin, Vincent Perez, Simon Callow, Bibi Andersson, Steven Waddington.
Distribuidora: Paramount Pictures

Um comentário:

  1. Daniel Bezerra Nunes23 de maio de 2012 13:13

    Eu já assisti esse filme, recomendo para todos que vejam esse filme.Eu acho o melhor filme medieval que eu já vi.

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