sexta-feira, 19 de março de 2010

JUNGLE HOLOCAUST (1977)


Nem todo mundo sabe, mas no ano de 1977, antes de provocar admiração (e náuseas no público) com o grande clássico CANNIBAL HOLOCAUST, o popular diretor italiano Ruggero Deodato já havia excursionado para a selva com seus amigos canibais em uma produção que, acima de um filme de terror, é uma história legítima de aventura e sobrevivência em meio às adversidades. Uma produção violenta, mas que valoriza muito mais a história e o entretenimento.Originalmente batizado de ULTIMO MONDO CANNIBALE, esta produção recebeu inúmeros nomes diferentes conforme a época e o local de lançamento como quase todos os filmes de terror italianos deste período; entre os mais famosos estão o simplesmente Cannibal, Carnivorous, En El Infierno Cannibal, The Last Survivor, Mondo Cannibal, e, depois da explosão comercial de CANNIBAL HOLOCAUST, virou JUNGLE HOLOCAUST, como é mais conhecido atualmente e assim será citado daqui para frente. No Brasil incrivelmente o filme foi lançado não apenas uma, mas três vezes em VHS e todas com títulos diferentes: A distribuidora Omni lançou-o como O ÚLTIMO MUNDO DOS CANIBAIS, o selo Cine Art Pictures como FASES DA MORTE 8 - O ÚLTIMO MUNDO DOS CANIBAIS e finalmente MUNDO CANIBAL pela Century Video.



JUNGLE HOLOCAUST (MUNDO CANIBAL) foi rodado em sua maioria na Malásia, e para chegar ao vilarejo mais próximo a equipe de filmagens precisava navegar por 6 horas de canoa. Assim, por várias semanas, os atores e a produção necessitavam acampar na floresta, tornando a experiência também uma aventura à parte, escrevendo mais um capítulo nas peculiares e pouco recomendáveis películas italianas sobre canibalismo.





O filme abre com um pequeno avião sobrevoando uma imensa e fechada selva, afirmando que os fatos a seguir são reais - mas, na verdade, trata-se de mais um filme de ficção obviamente. O pequeno monomotor possui quatro tripulantes: o empreendedor do ramo petrolífero Robert Harper (Massimo Foschi), seu amigo Rolf (Ivan Rassimov de EATEN ALIVE, SHOCK de Mario Bava e OS CAÇADORES DE ATLÂNTIDA também de Deodato) e o casal de guias Charlie (Sheik Razak Shikur) e Swan (Judy Rosly). O objetivo de Harper é encontrar alguns colegas em um entreposto, onde procuram petróleo e estão acampados nas redondezas.Todavia quando estão pousando, o avião é avariado e tudo o que encontram são barracas vazias e um rádio quebrado. Lanças encontradas fazem os tripulantes acreditarem que foram nativos os responsáveis pelo sumiço dos colegas de Harper; não tarda muito e a dupla de amigos também encontra um corpo decomposto para confirmar suas suspeitas.





Então anoitece e Charlie já não pode mais levantar vôo, precisando dormir na clareira à margem dos animais selvagens e dos canibais que sorrateiramente circundam o avião. Swan é a primeira a ser fisgada quando sai para "atender ao chamado da natureza", mas mesmo com a situação ameaçadora os três homens decidem ficar onde estão e esperam amanhecer para procurar a namorada de Charlie.No dia seguinte, o grupo se embrenha no mato. Agora é Charlie quem padece em uma armadilha dos nativos. Esta seqüência de eventos dá o tom acelerado desta primeira parte, pois dois dos quatro personagens principais são despachados com menos de 15 minutos de filme!
Os dois sobreviventes perambulam mais um pouco sem saber ao certo o que fazer e logo avistam nativos fazendo uma "boquinha" com o que parece ser os restos mortais de Swan. Esta cena nos revela a primeira visão dos canibais, com uma particularidade: apesar de usar nativos de verdade para a concepção da tribo canibal, Ruggero necessitou que fossem confeccionadas perucas para eles, porque seus cabelos eram curtos e bem asseados, não lembrando nem de longe o jeito desmazelado e primitivo que o diretor queria passar. Uma outra curiosidade é que na versão original italiana de cinema esta seqüência era exibida com uma legenda escrita "cena real" para dar impressão que era uma pessoa de verdade sendo comida! Hahahaha... Esses carcamanos são mesmo uns fanfarrões...Rolf e Harper chegam ao rio, constroem uma canoa de bambus - que milagrosamente são cortados verdes e ficam amarelos na água - e enfrentam as violentas corredeiras. Para não tornar a gravação ainda mais perigosa, pois naquele tempo a italianada praticamente não utilizava dublês, o jeito era apelar para a edição na seguinte ordem: água é jogada no rosto dos protagonistas, a embarcação acerta uma pedra, Ivan Rassimov aparece boiando no leito do rio e o barquinho desce as corredeiras vazio. Ao final o uso deste recurso de baixo orçamento é engraçado por ser rústico, contudo não deixa de ser válido e realista.






Rolf desaparece no acidente com o rio, sendo dado como morto por seu companheiro, e Harper tem que se virar do jeito que pode e caminha a esmo pela selva. Nestas andanças o homem come alguns cogumelos, tem uma dor de barriga terrível e desmaia. Ao acordar está envolto pelos canibais armados de lanças, porém tem uma sorte melhor que Swan e é levado como prisioneiro para a caverna onde vive a tribo.Amarrado em uma pedra, o empreendedor é despido pelos nativos - homens preparem-se - e tem a cueca arrancada por outra carinha conhecida dos filmes de canibais, Me Me Lai ( MAN FROM DEEP RIVER, EATEN ALIVE), aqui interpretando a personagem Pulan. Depois do choque inicial do espectador masculino ao que ver o bigulim de Massimo Foschi, Harper descobre que é mantido vivo pois os selvagens pensam que pode voar, porque veio do céu, e o erguem até o alto da caverna, onde é largado várias vezes (quem diria que o bungee jump foi inventado por uma tribo canibal,he,he.






Sem conseguir "voar", Robert é mantido em cativeiro. Desesperado, subnutrido e sofrendo toda a sorte de humilhações, vê uma última chance de fugir ao atrair a simpatia de Pulan e a ingenuidade das crianças. Assim Harper consegue escapar, todavia sua segurança continua longe de estar assegurada, afinal há uma tribo selvagem atrás dele e de Pulan - e sobreviver nesta selva não será fácil.

Com um teor extremamente menos chocante que as produções posteriores do gênero ainda, consegue colocar uma nota a mais de aventura e sobrevivência, o que deve decepcionar quem procura as doses cavalares de sadismo características de Ruggero Deodato, que imprime uma técnica excelente e um ritmo significativamente mais lento na segunda metade.









Contudo isto não significa que sua apresentação seja pouco violenta. Pelo contrário, causou um grande furor para os censores que meteram a tesoura nos fotogramas sem dó nem piedade. Por exemplo, a versão completa do filme possui 92 minutos, para ser lançado na Inglaterra foram cortados 5 minutos e nos Estados Unidos e na Austrália o corte chegou a 10 minutos! Permanecendo retalhado até 2001 quando a distribuidora Shriek Show lançou a primeira versão sem cortes do filme nos States.

Grande parte desta polêmica é a mesma básica de CANNIBAL HOLOCAUST: a violência contra animais. Só que ao menos desta vez o diretor jura de pés juntos que não teve absolutamente nada a ver com isto. Segundo Ruggero, o produtor Giorgio Carlo Rossi (que faz uma ponta como piloto do avião de resgate) no intento de "apimentar" mais a película por causa do mercado oriental filmou por conta própria cenas com crueldade com animais na selva contra a vontade do ator Massimo Foschi e do próprio Deodato, de forma que ficou do jeito do produtor. Como foram inseridas após as filmagens, elas soam gratuitas e totalmente fora de contexto. Vendo o filme trinta anos depois de sua realização, estas partes não são tão ofensivas para quem já é acostumado com esta categoria de película, por se tratar na maioria de "animal versus animal", exceção feita ao crocodilo que é esfolado vivo com o máximo de grafismo.

O sucesso de JUNGLE HOLOCAUST pavimentou a via do diretor Ruggero Deodato para seus próximos e importantes projetos, sendo fundamental para o cinema italiano do final dos anos 70 até o início dos 80, além de servir de "inspiração" para outra interessante produção OS VIVOS SERÃO DEVORADOS/EATEN ALIVE do diretor Umberto Lenzi, que também vai ser comentado aqui no Blog em outro artigo.




  • MUNDO CANIBAL (Ultimo Mondo Cannibale/Jungle Holocaust, Itália, 1977). Duração: 92 minutos
    Direção: Ruggero Deodato
    Roteiro: Tito Carpi; Gianfranco Clerici; Renzo Genta
    Produção: Giorgio Carlo Rossi
    Desenho de Produção: Walter Patriarca
    Edição: Daniele Alabiso
    Maquiagem: Marcello Di Paolo
    Efeitos Especiais: Paolo Ricci Música: Ubaldo Continiello
    Fotografia: Marcello Masciocchi
    Elenco: Massimo Foschi (Robert Harper); Me Me Lai(Pulan); Ivan Rassimov (Rolf); Sheik Razak Shikur (Charlie); Judy Rosly (Swan)
    Gêneros: Aventura, Terror

quinta-feira, 18 de março de 2010

A MONTANHA DOS CANIBAIS (1978)



Ah, a Itália e seus diretores... Ah, o coração da floresta e seus canibais... Possivelmente o leitor mais iniciado no terror já deve ter assistido, ou pelo menos ouvido falar, sobre umas boas dúzias de filmes assim. Diretores como Lenzi, Deodato e companhia entregaram roteiros fuleiros apenas para jogar um punhado de incautos expedicionistas no meio do mato a padecer nas mãos das quase sempre tribos locais comedoras de carne humana. A diversão nestes casos está na carga ofensiva e grotesca da violência, o que quase sempre conseguiam. Em 1978, o versátil diretor Sergio Martino resolveu contribuir com seu próprio filme neste gênero, ou seja, estava a fim de ganhar alguns trocados. Infelizmente fez um filme bastante inferior ao de seus conterrâneos mais famosos, tanto sob os aspectos técnicos, quanto na sua tentativa de chocar o espectador, porém se Martino não fez uma produção melhor pelo menos colocou uns rostinhos mais conhecidos do grande público e isto é o primeiro dos motivos para assistir A MONTANHA DOS CANIBAIS.


Sinopse:
Bela mulher organizava uma expediçao á Nova Guiné , Para encontrar marido desaparecido .Ao atravessarem a selva ,os menbros da expediçao vão aos poucos sendo eliminados por uma tribo de canibais local.




















































Lançado há muito tempo pela extinta Pole Vídeo, para quem não é iniciado no gênero canibal fica a dica um bom começo pra esse tipo de gênero mas se quiser ficar chocado de verdade prefira os mais famosos CANNIBAL HOLOCAUST e CANNIBAL FEROX.








Elenco:

Claudio Cassinelli (Manolo)
Ursula Andress (Susan Stevenson)
Stacy Keach (Professor Edward Foster)


Gênero: Aventura, Terror
Classificação Indicativa: 18 anos
Diretor: Sérgio Martino
Duração: 98 min
Ano: 1978
País: Itália
Título Original: La Montagna Del Dio Cannibale

domingo, 14 de março de 2010

PORNO HOLOCAUST (1981)


  • PORNO HOLOCAUST (HOLOCAUSTO PORNO/IL ORGASMO NERO, 1981, Itália). Direção: Joe D'Amato e Bruno Mattei "Oh, my God" - é a melhor forma de descrever este filme. Dirigido em conjunto por dois reis italianos da picaretagem, Joe D'Amato e Bruno Mattei (que não foi creditado), PORNO HOLOCAUST (ou HOLOCAUSTO PORNÔ) é de 1981 e foi filmado ao mesmo tempo que outra podreira de D'Amato, EROTIC NIGHTS OF THE LIVING DEAD, ambos misturando horror e sexo explícito, e ambos usando o mesmo elenco. É sobre um grupo de cientistas que vai até uma ilha investigar fenômenos radioativos, e descobrem um zumbi maluco que sai matando os homens e estuprando as mulheres - que morrem também, contaminadas pelo seu esperma atômico (!!!!). Violência gratuita e sexo explícito (com penetração mostrada em close e tudo mais, como nos pornôs), numa mistura um tanto indigesta. Proibido em muitos Países inclusive no Brasil.















Gênero: Porno, Terror
Classificação Indicativa: 18 anos
Outras Informações: Não especificada
  • NOTA: 5,0

terça-feira, 9 de março de 2010

ZOMBIE HOLOCAUST (1980)


''Zumbis, canibais, um médico louco, sangue e tripas, em mais uma loucura made in Italy''

"As duas criaturas mais mortais do universo em um único filme!". Quando você leu esta frase, aposto que pensou direto nos recentes FREDDY VERSUS JASON ou ALIEN VERSUS PREDADOR, certo? Mas esqueça estas baboseiras. O encontro insólito a que me refiro foi filmado na Itália em 1980 e se chama ZOMBIE HOLOCAUST. Trata-se de uma aventura sangrenta que mistura os dois maiores vilões dos filmes de horror italianos do período: mortos-vivos e tribos canibais!

Se o filme tivesse zumbis ou canibais, uma coisa era certa: o espectador podia esperar muito sangue, tripas e mulher pelada, como cabia às boas produções "exploitation" do período. Então, no ano de 1980, com o sucesso de CANNIBAL HOLOCAUST e ZOMBIE no ano anterior, algum gênio teve uma idéia fantástica: "E se juntássemos canibais e zumbis NUM MESMO FILME???". O resultado é ZOMBIE HOLOCAUST, sério candidato ao título de filme mais sangrento de todos os tempos, ao lado de FOME ANIMAL e EVIL DEAD. Na verdade, é tão sangrento que perde a chance de ser chocante, já que o espectador começa a dar risada dos exageros.

Não é preciso ser muito genial para perceber que ZOMBIE HOLOCAUST é uma espécie de bolo, que leva na receita muitas colheres do ZOMBIE de Fulci (veja mais no fim deste artigo), algumas xícaras de CANNIBAL HOLOCAUST e uma pitada de A ILHA DO DR. MOREAU. Abusando da sangreira e das cenas grosseiras de mutilações, é um dos melhores exemplos do "cinema açougue" do período, onde era comum usar entranhas de animais mortos e efeitos bem sangrentos na tentativa de chocar o público. O resultado é um "gorefest".







Sinopse:

Os membros de uma expedição buscam os fiéis de LastKito, uma divindade canibal, encontram uma pequena ilha nas Ilhas Molucas (Índias Orientais) e são caçados por canibais e zombies, que são criados pelo sinistro Doutor O'Brien que faz experimentos em cadáveres. Suzan, uma mulher sexy que participa na equipe de expedição é tida como a rainha de canibais, resta aos últimos integrantes da equipe salva-la do cientista louco e seu exército de zombies.

Um dos momentos mais violentos de ZOMBIE HOLOCAUST é aquele em que Peter usa a hélice do motor de um barco para moer a cabeça de um zumbi; logo depois, empatada no quesito "Sangreira Gratuita", vem a cena em que um dos guias da expedição cai numa armadilha dos canibais e é empalado por enormes estacas de madeira, tendo em seguida sua garganta cortada com uma facada e o peito aberto para a retirada das tripas, rapidamente devoradas pelos nativos. E, em terceiro lugar, vem a cena em que um dos integrantes da expedição é selvagemente atacado pelos canibais, tendo suas tripas arrancadas e os olhos furados a dedadas para que seu cérebro possa ser retirado! Hmmmm...



E não é só isso: há ainda cenas de autópsias, uma mão sendo cortada em close, peitos sendo abertos para a retirada de órgãos internos, todo tipo de cadáver mutilado, uma cirurgia de retirada de cérebro, pessoas sendo escalpeladas, tortura, uma cabeça decepada cheia de vermes, um canibal tendo a cabeça atravessada por um facão, e por aí vai. Um festival de violência gratuita dificilmente superado em outras produções.



ZOMBIE HOLOCAUST também tem um desagradável clima de sadismo. As cenas de mortes são filmadas em closes, com detalhes gráficos representando a tortura e dor inflingida às vítimas (nada de violência implícita, tudo é mostrado "in loco", a câmera nunca desvia do alvo!!!). Também há um momento em que o Dr. Obrero opera uma vítima amarrada à maca. Primeiro, ele lhe dá um sedativo para deixá-la "consciente". Depois, faz uma rápida intervenção cirúrgica para arrancar-lhe as cordas vocais, dizendo que não consegue operar com os gritos da "paciente"!!! A vítima ainda está viva e completamente indefesa, incapaz até de gritar, quando o médico passa a cortar seu crânio com uma serra de osso!



Desnecessário dizer que, com tanta violência, a produção foi censurada em diversos países. Nunca chegou ao Brasil e foi proibida nos cinemas ingleses, aumentando a fama do ator escocês Ian McCulloch como "o mais censurado no Reino Unido" - além de ZOMBIE HOLOCAUST, os filmes ZOMBIE e ALIEN CONTAMINATION, também estrelados por McCulloch, foram banidos por lá!






Para quem gosta de torcer pelo seu vilão preferido, ZOMBIE HOLOCAUST será um tanto decepcionante. Isso porque são os canibais que dominam a narrativa, e os mortos-vivos acabam aparecendo quase como coadjuvantes. Percebe-se que a convivência entre eles não é pacífica, pois sempre que os zumbis aparecem, os índios se mandam.





Com seu excesso de violência e nojeiras diversas, ZOMBIE HOLOCAUST/DR. BUTCHER é um perfeito retrato de uma época que não volta mais e de um cinema que dificilmente retornará algum dia: o cinema italiano dos anos 80. Tudo bem que hoje filmes violentíssimos e bastante sangrentos vêm do Japão e outros países orientais, salvando o espectador que gosta desse tipo de gênero (já que os americanos preferem suavizar tudo). Entretanto, não é a mesma coisa: os filmes de terror italianos tinham uma ingenuidade e um encanto difíceis de igualar hoje em dia - ainda mais nos tempos de sangue criado por computação gráfica e outras facilidades. Quando se vê filmes de zumbis repletos de CGI, como o péssimo RESIDENT EVIL 2, é impossível não lembrar com saudades da época de ZOMBIE HOLOCAUST e do "cinema açougue", quando podíamos ver tripas sendo arrancadas das vítimas, e não de relance, mas em close. Bons tempos que não voltam mais!


ZOMBIE VS ZOMBIE HOLOCAUST produtor Fabrizio De Angelis tinha acabado de encher os bolsos de dinheiro com ZOMBIE, de Lucio Fulci (lançado em 1979), quando teve a idéia de faturar realizando ZOMBIE HOLOCAUST. Creditado como um dos roteiristas, De Angelis deve ter pensado que "em time que está ganhando não se mexe", pois ZOMBIE HOLOCAUST é muito, mas muito parecido com ZOMBIE. Do ator principal (Ian McCulloch) à trama, as duas produções têm muito em comum, e De Angelis até colocou veículos parecidos com os usados em ZOMBIE (um barco e um jipe quase idênticos!), além de situar a história de HOLOCAUST também numa ilha tropical. Confira abaixo mais algumas suspeitas semelhanças entre as duas obras em Vermelho o filme Zombie e Roxo o filme Zombie Holocaust:


O filme começa em Nova York e depois vai para uma ilha tropical

O filme começa em Nova York e depois vai para uma ilha tropical


O ator principal é Ian McCulloch.



O ator principal é Ian McCulloch.


Ian interpreta o personagem Peter West.


Ian interpreta o personagem Peter Chandler 

Um casal acompanha os mocinhos à ilha e morre.


Um casal acompanha os mocinhos à ilha e morre.


A mulher deste casal de vítimas se chama Susan Barrett



A mulher deste casal de vítimas se chama Susan Kelly.


Na ilha tem um médico, o dr. Menard, rodeado por mortos-vivos.

Na ilha tem um médico, o dr. Obrero, rodeado por mortos-

vivos.


O dr. Menard quer descobrir porque os mortos estão ressuscitando.


O dr. Obrero quer descobrir a fórmula da vida eterna.

O ator negro Dakkar interpreta Lucas, o ajudante do médico.


O ator negro Dakkar interpreta Moloto, o ajudante do médico.



Os heróis enfrentam a fúria dos zumbis.


Os heróis enfrentam a fúria dos zumbis e dos canibais

Uma garota tem o olho furado numa lasca de madeira.



Um homem tem os olhos furados por um canibal com os dedos.


Um zumbi tem sua cabeça destruída por Peter usando uma cruz de madeira.


Um zumbi tem sua cabeça destruída por Peter usando um motor de barco.


O clímax é numa velha igreja usada como hospital.


O clímax é numa velha igreja usada como hospital.


Peter joga coquetel molotov para incendiar um zumbi.


Peter joga um lampião para incendiar um zumbi.


No final, sobram apenas Peter e a mocinha, Anne.

No final, sobram apenas Peter e a mocinha, Lori.


ZOMBIE HOLOCAUST (Zombi Holocaust, Itália, 1980). 99 minutos.
Gênero: Terror
Classificação Indicativa: 18 anos
Direção: Marino Girolami
Roteiro: Fabrizio De Angelis; Walter Patriarca; Romano Scandariato
Produção: Gianfranco Couyoumdjian; Fabrizio De Angelis; Terry Levene
Produção Executiva: Ron HarveyFotografia: Fausto Zuccoli
Edição: Alberto Moriani Música: Nico Fidenco; Walter E. Sear
Efeitos Especiais: Rosario Prestopino; Maurizio Trani
Desenho de Produção: Walter Patriarca
Elenco: Ian McCulloch (Dr. Peter Chandler); Alexandra Delli Colli (Lori Ridgway); Sherry Buchanan (Susan Kelly); Peter O'Neal (George Harper); Donald O'Brien (Dr. Obrero); Dakkar (Moloto); Walter Patriarca (Professor Strafford); Linda Fumis; Roberto Resra; Franco Ukmar; Giovanni Ukmar; Angelo Ragusa




  • NOTA: 8,5